Eu também já fui a mulher que não sabia o que estava sentindo.
Não era tristeza. Não era ansiedade. Era um peso difuso, constante — a sensação de que eu estava cumprindo todos os papéis certos e mesmo assim algo estava profundamente errado.
Por fora, tudo funcionava.
Por dentro, eu estava desaparecendo.
Fui médica veterinária. Abri minha própria clínica. Tinha uma carreira, uma rotina, responsabilidades. Era exatamente o tipo de mulher que "tem tudo sob controle".
Mas eu estava sozinha de um jeito que não cabia em palavras. Longe da família, longe dos amigos, sobrecarregada com uma vida que eu mesma havia construído — e da qual eu não conseguia sair.
"Passei pelo burnout real — aquele que te apaga por dentro antes de você perceber o que está acontecendo."
Foi nesse fundo do poço que eu parei. E voltei para a terapia.
A terapia não me consertou.
Ela me mostrou o que eu nunca tinha enxergado.
Quando voltei para a terapia, não estava procurando respostas. Estava procurando sobreviver.
O que encontrei foi diferente. Comecei a entender que minha dor não era aleatória — ela tinha raiz. Nos vínculos, nos padrões, nas histórias que eu carregava sem saber que carregava.
E no meio desse processo, algo aconteceu que eu não esperava. Senti um chamado — profundo, claro — de que eu precisava fazer com que outras mulheres passassem pela mesma transformação que eu estava vivendo. Não como uma decisão de carreira. Como uma certeza da alma.
Foi aí que comecei minhas formações para me tornar terapeuta. E tudo o mais veio junto: me reconectei com o Paulinho, que hoje é meu marido. Abriu espaço para o Joaquim chegar — nosso filho, que hoje tem um ano e meio. Fechei a clínica.
"Não porque a vida ficou fácil. Mas porque eu finalmente entendi como ela funciona."
O ponto de virada que me forçou a parar e olhar para dentro pela primeira vez de verdade.
Onde entendi que minha dor tinha raiz — e que era possível trabalhar essa raiz.
A certeza de que eu precisava levar essa transformação para outras mulheres.
O Paulinho, o Joaquim, uma nova carreira — tudo que veio depois de eu me reconectar comigo mesma.
Hoje eu faço pelo trabalho o que a terapia fez por mim.
Há 4 anos acompanho mulheres online — mulheres que chegam carregando exatamente o que eu carregava. Perdidas, sobrecarregadas, sem conseguir nomear o que sentem.
Não ofereço receitas prontas. Ofereço um espaço onde a raiz da sua dor pode finalmente ser olhada — com honestidade, com cuidado, e com um caminho real para o outro lado.
Se você se reconheceu
em alguma parte dessa história —
a gente precisa conversar.
Você não precisa chegar com tudo resolvido. Precisa só dar um passo.
Quero conversar com a IsaSem compromisso. Só uma conversa.